Propaganda e interdisciplinaridade : Parte 6 Anexo 6 Posfacio

Propaganda e interdisciplinaridade : Parte 6 Anexo 5 Referências Bibliográficas
26/08/2014
Propaganda e interdisciplinaridade : Parte 6 Anexo 7 Arquivos Eletrônicos
27/08/2014

POSFÁCIO

Por que o autor escolheu o tema?

Para melhor compreensão desta dissertação é relevante saber das razões e circunstâncias que conduziram o autor à sua opção pelo tema e pela natureza do seu desenvolvimento.

Filho de Helcio Navarro Serpa, executivo de empresas privadas e de economia mista, desde muito cedo, na intimidade da casa de seus pais, Marcelo Serpa convive com importantes nomes da comunicação como Aldo Xavier (homem da primeira geração publicitária do país), Walter Poyares (Organizações Globo), Armando Moura (Criativo da McCann) e Cid Pacheco (Grupo JMM) entre outros.

Dividido entre a sedução da propaganda e o gosto e interesse pela matemática do mercado, acaba por prestar vestibular para economia, tendo boa colocação em diversas Universidades. Inclinado a dedicar-se aos estudos do mercado desde o início do curso (somente depois teria consciência da existência de alguma coisa chamada marketing), já no primeiro período da faculdade busca iniciar seu contato com o mundo profissional – ingressa no quarto maior conglomerado financeiro do país, onde permanece por cerca de dez anos. Lá, conhece os segredos de uma eficiente administração de marketing, da antecipação no atendimento dos desejos de um segmento (graças aos esforços de uma equipe centrada em pesquisa na busca pela perfeita adequação dos seus produtos aos seus clientes, no seu target preferencial). Era quase como uma pós-graduação em marketing.

Depois, sempre na área de marketing, passa por várias empresas do setor de serviços: comércio exterior, mercado imobiliário, construção civil e, por fim, consultoria em parceria com um dos mais renomados consultores de mercado do país – o Professor Cid Pacheco.

O ritmo febril das atividades profissionais jamais o afasta das salas de aula. Primeiro no estudo, atualização e aperfeiçoamento – frequenta regularmente salas de aula / treinamento, congressos e seminários, pós-graduação em marketing e, agora, o mestrado. Depois, o gosto (e a necessidade) de saber e estudar, as habilidades como expositor / apresentador e consultor revelaram, de fato, uma certa capacitação didática que procura desenvolver desde cedo. Teve passagens por diversas faculdades e universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro (Ibero- americana, FGV, ESPM, PUC, UFF, Gama Filho, Veiga de Almeida dentre outras). Os alunos parecem aprovar a sua atuação e ele sempre aprecia a atividade.

Continua empenhando-se em, por um lado, trazer à universidade o “saber-fazer” do marketing e da propaganda e as realidades da sua “praxis”, procurando ministrar a orientação profissional demandada pelo alunado e, por outro, levar ao meio profissional a conscientização da contribuição formativa da Universidade e da importância da função crítico- reflexiva do pensamento rigoroso, contrapondo ao “fazer já” o “fazer melhor” e, sobretudo, o “fazer mais justo”, humanisticamente falando.

Aproxima-se da ECO/UFRJ em função desta circunstância: a Professora Lúcia Ferreira Reis, amiga e incentivadora, “intima-o” a prestar concurso para Professor Substituto da ECO e a vir, ao seu lado, dar a sua colaboração nos diversos projetos do NUMARK – Núcleo de Marketing, então dirigido pelo Professor Cid Pacheco. Hoje esses projetos são um compromisso. Acredita firmemente na importância do papel de interface entre empresa e universidade. Graças à carinhosa receptividade da ECO tem tido, nos últimos anos, o privilégio de dar continuidade, de certa forma, a este importante trabalho, tão bem desempenhado pelos seus antecessores nas últimas duas décadas.

Nos anos 80, Muniz Sodré, então diretor da ECO, atribuiu a Cid Pacheco a criação do NUMARK/ECO/UFRJ, que entre as suas principais atividades chega a executar o programa PSICOM – Psicologia e Comunicação, com muito sucesso e repercussão, não por coincidência gerido pela Professora Lúcia Reis, graduada em psicologia e Mestre em comunicação. Proposta de continuidade do PSICOM parece bastante conveniente, principalmente agora com o Professor Muniz Sodré – autor intelectual do NUMARK – à frente do programa de Pós-Graduação da ECO. Existem conversas e iniciativas de criação de grupos de pesquisas qualitativas em andamento coordenadas pelo NUMARK. Um dos objetivos da sua pós-graduação é exatamente desenvolver os trabalhos neste campo, no âmbito e na competência do NUMARK.

O NUMARK é um campo de estudos aplicados de Marketing e Propaganda para a interação da Universidade com o Mercado. Atua no desenvolvimento de consultorias externas, pesquisas de marketing e comunicação, testagem de comunicação, cursos, seminários e eventos.

Utiliza-se de docentes, técnicos e alunos prestando serviços à própria UFRJ, a pequenas e micro empresas, órgãos públicos ou privados, desenvolvendo-se por atendimento individual ou em grupo, mediante solicitação formal dos interessados. Atua em associação com outros setores especializados da UFRJ (como o Instituto de Matemática) e outros institutos externos, garantindo elevado nível de técnica e resultados. Planeja, organiza e conduz testes laboratoriais de anúncios e mensagens associado a outros institutos externos. Planeja, desenvolve, sob encomenda, cursos especiais para formação ou treinamento, utilizando-se, se necessário, das demais áreas de saber e competência da UFRJ. Faz-se presente em seminários e eventos da área. Como destaque a organização do Seminário de Marketing Eleitoral “Voto é Marketing preparando-se para a sua terceira edição.

No momento em que a sociedade vem cobrando da Universidade um desempenho mais realista e pragmático, no sentido de uma maior profissionalização e interação direta com as forças produtivas da nação, é importante que a Escola de Comunicação busque atender a essa aspiração que parece ser, também, a da maioria do universo discente. A experiência do NUMARK é um passo decidido e decisivo no sentido de uma crescente modernização acadêmica, de uma ampliação da sua interdisciplinaridade e do pioneiro atendimento de uma encomenda social, à qual, mais do que qualquer outra Universidade, a Eco tem o dever de ser sensível e receptiva. Muito já se fez, mas muito há por se fazer.

A dissertação de mestrado do Professor Marcelo Serpa é resultado, não apenas de um curso de pós-graduação em Comunicação Social mas, do somatório destes saberes e esforços acumulados durante todos estes anos. Não são apenas dele as idéias expostas neste trabalho – são deste grupo de destacados homens e mulheres de Comunicação, muito embora ele faça questão de assumir inteira responsabilidade pela eventual falha na transmissão dos conceitos de maneira clara e objetiva como lhe foram passados.

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